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Ministra da Educação e Desenvolvimento Humano encoraja parcerias com universidades

A ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua, defendeu, hoje, que a firmação de parcerias com as universidades nacionais constitui uma prova inequívoca de que a educação em Moçambique é uma tarefa de todos moçambicanos, independentemente da sua posição social, política e económica.
 
Carmelita Namashulua falava no distrito de Gondola, província de Manica, na região centro de Moçambique, depois de ter firmado Memorandos de Entendimento (MdE) com quatro novas universidades saídas da reestruturação da Universidade Pedagógica de Moçambique, nomeadamente a UniRovuma, UniLicungo, UniPunguè e a UniSave.
 
A ministra acrescentou que o acto, decorrido à margem do Conselho Coordenador do MINEDH, a decorrer em Gondola, resulta dos esforços que esta instituição empreende na busca de formas de colaboração com as entidades de ensino superior, visando a melhoria da qualidade de instrução a todos níveis em Moçambique.
 
“Este acontecimento é o culminar do processo de busca de uma maior colaboração entre as nossas instituições e ocorre num dia especial para a família da educação, porque coincide com a realização do Conselho Coordenador ministerial, o qual, uma vez mais, procura mecanismos para melhorarmos o nosso Sistema Nacional de Educação (SNE)”, explicou a ministra.
 
Para Carmelita Namashulua, as universidades não podem estar alheias a estes esforços, porque são elas que produzem quadros para diferentes áreas, designadamente, produtivas, educativas e de pesquisa, sendo a transmissão de conhecimentos de qualidade uma premissa que leve, igualmente, às comunidades um ensino de qualidade.
 
Rubricaram os memorandos, separados, os Magníficos reitores da UniRovuma, Prof. Doutor Mário Jorge Brito dos Santos, da UniLicungo, Prof. Doutor Boaventura Aleixo, da UniPunguè, Prof. Catedrática Emília Nhalevilo, e, finalmente, da UniSave, Prof. Doutor Manuel José de Morais.
 
Com a Universidade Rovuma o MINEDH estabelece, doravante, relações de cooperação nos domínios académico, tecnológico, desenvolvimento curricular, de pesquisa, inovação e extensão, da supervisão pedagógica, formação e capacitação de professores, formadores e gestores das instituições de ensino e formação de professores, no contexto do alinhamento do SNE.
 
Falando após rubricar o MdE por parte da UniRovuma, o Magnífico reitor afirmou que este representa a renovação do compromisso da instituição que dirige na prossecução dos seus ideais virados ao ensino, pesquisa e extensão, por um lado, e, por outro, à formação de quadros que transmitam conhecimentos com a qualidade desejada, para o crescimento do País.

UniRovuma e parceiros reúnem-se em fórum sobre acção humanitária e responsabilidade social

A Universidade Rovuma (UniRovuma) e parceiros defendem mais intervenção em actos sociais para se inverter a actual situação de pobreza que apoquenta milhares de moçambicanos devido às constantes crises naturais e humanas que têm fustigado Moçambique de forma constante e cíclica.

O apelo foi reforçado no II Fórum sobre a Acção Humanitária e Responsabilidade Social, o qual decorreu na vila-sede do distrito de Inhassoro, na província de Inhambane, promovido pela UniRovuma em parceria com a Rádio Moçambique (RM), a UniSave e a Associação Luta Contra a Pobreza, uma agremiação moçambicana de carácter social.

Ao proceder a abertura do encontro, o governador de Inhambane, Daniel Chapo, considerou a iniciativa de brilhante por os organizadores manifestarem, de forma incessante, a sua preocupação em relação às crises e desastres que desgraçam, com insistência, o País.

“É gratificante observar a preocupação que temos notado por parte de muitos intervenientes em torno de esforços tendentes a minimização do sofrimento dos nossos concidadãos afectados por essas crises”, acrescentou o governador de Inhambane.

Ele adiantou ainda que a acção humanitária e responsabilidade social devem envolver a todos moçambicanos, pois os números de cidadãos afectados por essas crises têm aumentado significativamente em Moçambique.

Para Daniel Chapo, não há acção humanitária sem que as pessoas se amem, sintam empatia umas para as outras e sejam humildes e honestas.

Por seu turno, o Magnífico reitor da Universidade Rovuma, Prof. Doutor Mário Jorge Brito dos Santos, considerou que este movimento em prol da acção humanitária e responsabilidade social visa responder ao contexto desafiante que o País enfrenta, que se manifesta por crises consecutivas, de origem natural e humana.

Segundo o Prof. Brito, dados mostram que Moçambique é um dos países mais vulneráveis a eventos climáticos extremos e a desastres naturais, no mundo e, particularmente, em África, como também indicam uma recorrente tendência para o regresso a conflitos armados.

Estas vulnerabilidades, precisou Brito dos Santos, têm tido impactos desastrosos nas vidas dos moçambicanos e, de acordo com as suas palavras, este contexto desafiante e de vulnerabilidade tem levado a Universidade Rovuma a firmar parcerias que a ajudem a intervir nas áreas de acção humanitária e responsabilidade social.

“Refiro-me, neste caso, à parceria com universidades africanas e europeias, no âmbito do projecto internacional intitulado “Acção Humanitária”, que visa melhorar as capacidades de intervenção destas universidades nesta área e a sua consequente profissionalização”, referiu o reitor da UniRovuma.

Brito dos Santos regozijou pela parceria que a UniRovuma firmou com Rádio Moçambique e com a Associação Luta Contra a Pobreza, com vista a disseminação, através da rádio, de conteúdos sobre a acção humanitária e responsabilidade social em Moçambique.

“Este II Fórum está a mostrar que esta temática é do interesse de todos os actores comprometidos com a criação do bem-estar do nosso povo”, adiantou o Prof. Brito dos Santos.

O evento é o segundo do género que se realiza com esta temática, depois do primeiro realizado em finais de Abril último, na cidade de Nampula.

No encontro foram apresentadas comunicações como o papel da mulher no contexto das crises humanitárias em Moçambique; a acção humanitária, responsabilidade social e seu impacto nas comunidades; recursos naturais, responsabilidade social e desenvolvimento local; actores sociais e seu papel na promoção da acção humanitária e responsabilidade social, entre outras.

Instalações do Lar “3 de Fevereiro” passam para a gestão da UniRovuma

As obras de reabilitação das instalações onde outrora albergaram o Lar de Estudantes “3 de Fevereiro”, na cidade de Nampula, iniciaram, recentemente, marcando o fim duma longa batalha empreendida pela Universidade Rovuma (UniRovuma) para a sua ocupação.

A assinatura dos documentos para o arranque das obras decorreu em meados de Julho, envolvendo representantes da área administrativa e financeira da UniRovuma e da Construtora portuguesa CONDOR.

A UniRovuma esteve representada pelos directores da Planificação e Desenvolvimento Institucional, Prof. Doutor José Baptista, do Património e Desenvolvimento de Infraestruturas, Mestre Arlindo Nkadibuala, das Finanças, Mestre Alcido Juaniha, e pelo assessor da área administrativa, Mestre Juma Muteliha. A CONDOR fez-se representar pelo Eng. Carlos Serra, responsável de obras desta empreitada lusa.

Segundo o Eng. Carlos Serra, as obras de reabilitação do edifício vão durar um ano, consistindo na colocação de janelas, portas, a renovação do pavimento, a reparação de fossas, cobertura, transformação de alguns compartimentos em gabinetes, entre outras beneficiações.

Carlos Serra acrescentou que os trabalhos iniciaram com a limpeza completa de todo o edifício, assegurando que a empresa tem todo equipamento necessário para que as obras decorram dentro do período previsto.

Não teremos percalço algum na execução deste trabalho, talvez surjam, desprevenidamente, problemas administrativos que nos possam obrigar a algum interregno. Contudo, rezemos para que isso não aconteça, ajuizou o Eng. Carlos Serra, acrescentando não haver lugar para rompimento das relações que unem estas duas instituições.

Foi esta empresa que construiu o imponente edifício onde funciona, presentemente, o Centro Cultural da UniRovuma, no centro da cidade de Nampula, inaugurado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, em Novembro do ano passado.

Ela construiu, igualmente, alguns edifícios no Campus Universitário de Napipine e iniciou com as obras do projectado Campus de Anchilo, paralisadas há anos por imperativos conjunturais. Por isso, as relações laborais entre estas    empresas    remontam     há anos.

Por seu turno, o Mestre Arlindo Nkadibuala, director do Património e Desenvolvimento de Infraestruturas, manifestou a sua confiança na empresa contratada e garantiu existirem fundos para o pagamento da empreitada.

De acordo com o Mestre Nkadibuala, o edifício comportará seis salas de aulas, cerca de 25 gabinetes, posto médico, refeitório, cozinha e outros serviços sociais. As salas de aulas serão ocupadas, preferencialmente, pelas turmas do curso de Direito, de acordo com a fonte.

 

Edifício em estado desolador

O Lar de Estudantes “3 de Fevereiro” está paralisado há cerca de 20 anos, encontrando num estado de abandono e desolador. Este virou um covil de marginais e drogados, os quais fazem do edifício um local para prática de várias ilicitudes.

A parte traseira do mesmo, onde se encontra aquilo que outrora foi cozinha para confecção de refeições de estudantes internados e espaço de lazer destes, virou uma autêntica selva e depósito de excrementos humanos.

O cheiro exala logo a entrada frontal do Lar “3 de Fevereiro”, mesmo na Rua dos Continuadores, que parte da Escola Secundária de Nampula até a rotunda, com continuidade até à Praça dos Heróis, passando pelo Supermercado Shoprite e Messe Militar.

O encarregado das obras de restauro do antigo Lar de Estudantes garantiu-nos que o actual estado será revertido, devolvendo àquele espaço o bom ambiente e bela vista que merece e que sempre lhe caracterizou.

Reitores das novas universidades defendem acções conjuntas para ultrapassar dificuldades

Os Magníficos reitores das novas Universidades saídas da reestruturação da Universidade Pedagógica de Moçambique (UP) defenderam, hoje, a necessidade de colaboração conjunta de forma a que consigam ultrapassar as dificuldades que enfrentam para a sua rápida consolidação e o consequente crescimento em diferentes áreas específicas.

Os reitores das Universidades Púnguè, Save, Rovuma e Licungo, respectivamente, os Prof. Doutores Emília Nhalevilo, Manuel José de Morais, Mário Jorge Brito dos Santos e Boaventura Aleixo, expressaram este sentimento no seu terceiro encontro que decorre de hoje até Quinta-feira na cidade de Chimoio, na província central de Manica.

Dando as boas vindas aos colegas, como anfitriã do encontro, a Prof. Catedrática Emília Nhalevilo considerou o encontro como especial para as Universidades por si chamadas de gémeas, saídas da mesma mãe, a UP, e que, por isso, deviam juntas caminhar para resolver os problemas que são similares e que afectam estas instituições.

Ela reiterou, como no primeiro encontro realizado em Nampula no ano passado, que estas instituições de ensino superior devem adoptar o espírito ubuntu, uma terminologia africana segundo a qual juntos melhor se caminha e se alcançam resultados positivos do que isoladamente.

“Temos que continuar a cultivar este espírito de solidariedade mútua porque temos os mesmos anseios, objectivos e nascemos da mesma mãe”, sublinhou Emília Nhalevilo.

Por sua vez, para o reitor da Universidade Rovuma (UniRovuma), Prof. Doutor Mário Jorge Brito dos Santos, o encontro de Chimoio vai permitir que as instituições reactivem o espírito de colaboração com o fim de encontrar soluções conjuntas para resolver problemas igualmente comuns.

“Esta é mais uma oportunidade para fazermos análise profunda do que nos aflige e nos possa ajudar a enriquecer aquilo que pensamos sobre como encontrar soluções para as nossas dificuldades”, afirmou o Prof. Brito dos Santos.

O Prof. Doutor Boaventura Aleixo, reitor da Universidade Licungo (UniLicungo), considerou o encontro de Chimoio como sendo um momento privilegiado para as instituições intercambiarem, uma vez mais, experiências que levem à correcção de eventuais erros que surjam neste percurso da sua consolidação.

“Há questões que nos preocupam e que nos obrigam a sentarmos juntos para encontrar saídas viáveis que nos levem ao crescimento sólido”, disse Boaventura Aleixo, acrescentando que “temos que privilegiar a lenda que diz que a união faz a força”.

Já o Prof. Doutor Manuel José de Morais, reitor da Universidade Save, defendeu que as novas Universidades devem estar mais juntas para melhor se desenvolverem e abraçar a nobre causa de servir o País, em particular, e os moçambicanos, em geral.

“Estamos para aprender uns dos outros, partilharmos experiências e reafirmarmos que o processo de crescimento não é individual, mas sim colectivo”, apontou o Prof. Manuel de Morais.

Neste encontro, os reitores fazem-se acompanhar de quadros séniores das suas instituições, os quais durante três dias realizarão encontros sectoriais sobre a governança universitária, a edificação e apetrechamento de infraestruturas, a gestão financeira e administrativa e a gestão académica.

PARA O COMBATE AO TERRORISMO EM CABO DELGADO

Secretário de Estado insta as universidades a encontrarem soluções científicas

O Secretário de Estado de Cabo Delgado instou as universidades para ajudarem o governo a encontrar soluções científicas para o combate ao terrorismo que desde outubro de 2017 provoca mortes e destruições naquela província setentrional.

António Taimo Supaia falava, em finais de junho, num encontro com docentes e funcionários das instituições públicas, realizado no Campus Universitário da UniRovuma-Extensão de Cabo Delgado, na cidade de Montepuez.

Para o SdE de Cabo Delgado, as Universidades instaladas na província, rica em recursos minerais e outros, devem envidar esforços no sentido de realizar estudos científicos para se entender as reais causas e possíveis causas do conflito que matou mais de duas mil pessoas e deixou outras milhares como deslocadas no interior e fora da região.

Em princípios do ano passado, a Universidade Rovuma realizou um estudo para apurar a origem e as causas do conflito que opõe o governo moçambicano a indivíduos que dizem defender os princípios islâmicos na governação do País.

É de notar que as acções deste grupo começam pouco depois do início do projecto bilionário para a extracção do gás liquefeito e petróleo no distrito de Palma, na costa-norte da província de Cabo Delgado.

As acções macabras desse grupo declarado pelas autoridades moçambicanas como terrorista levou a que o executivo solicitasse apoio militar dos países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) e do exército do Ruanda, para levarem a cabo operações militares em áreas consideradas como de grande risco.

Supaia reconheceu o valioso contributo que as Universidades podem prestar no processo de procura de vias para o termo das acções militares que provocam luto na província, destacando a pesquisa feita pela UniRovuma e outras intervenções.

O Secretário de Estado esteve no Campus de N’coripo para, como deixou dito, apresentar-se à comunidade académica da UniRovuma e inteirar-se do funcionamento da mesma, sendo esta a primeira visita que realiza à esta instituição de ensino superior.

Ele percorreu as instalações e mostrou-se satisfeito pelo nível de organização e cumprimento das medidas para o combate contínuo da Covid 19, numa altura que há receios de ressurgimento e mais casos desta pandemia em Moçambique, em particular, e no mundo em geral. 

O ponto mais alto da sua visita foi a realização do encontro com funcionários de todas as instituições públicas da cidade de Montepuez, tendo apelado a eles à entrega ao profissionalismo e colaboração no exercício das suas funções.

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