A Universidade Rovuma deve ajustar-se às transformações que ocorrem no mundo

O Magnífico reitor da Universidade Rovuma (UniRovuma) reiterou que a instituição que dirige deve enquadrar-se cada vez mais no acompanhamento das transformações que ocorrem não apenas ao nível do processo de ensino e aprendizagem, mas em todas as esferas da vida do País.

O Prof. Doutor Mário Jorge Brito dos Santos falava ontem, na cidade de Lichinga, província do Niassa, no quadro da visita que está a efectuar à Extensão do Niassa, iniciada na última Terça-feira e que se prolonga até hoje, Quinta-feira.

Brito dos Santos acrescentou ser imperioso que a UniRovuma se ajuste aos ventos das mudanças que ocorrem não apenas em Moçambique como também em todo o mundo, por forma a não perder aquilo que chamou de comboio universal.

Para Brito dos Santos, a Universidade está, neste momento, a operar algumas transformações para não ficar ultrapassada em razão dessas transformações associadas àquilo que é a actual realidade do mundo contemporâneo.

Segundo a fonte, há aspectos que, provavelmente, emperram o processo normal de transformações, apontando os problemas financeiros com que a UniRovuma se debate, salientando a redução dos níveis de receitas por ela cobrada e a própria condição caracterizada pelo exíguo orçamento que o Estado moçambicano aloca a esta instituição de ensino superior.

“Temos que aumentar o nível de cobrança de receitas e, para isso, devemos todos nos envolver na cobrança de receitas”, disse o Magnífico reitor, acrescentando, mais adiante, que muitos estudantes estão a desistir por constrangimentos de ordem financeira porque passam inúmeras famílias moçambicanas.

“Reconhecemos que as condições de vida porque passam as famílias, principalmente aquelas de baixa renda, são precárias e isso faz com que muitos estudantes não cheguem ao fim da sua formação na nossa Universidade”, adiantou o reitor.

Por outro lado, o reitor explicou, de forma detalhada, o esforço que está sendo feito para transformar as actuais Extensões da UniRovuma em institutos superiores, adiantando que no ordenamento jurídico nacional atinente ao ensino superior no País não existe a palavra “Extensão”.

“Foi-nos aconselhado mal ao atribuirmos o nome de Extensão às nossas ramificações de Niassa e Cabo Delgado, mas estamos a corrigir esse facto e pensamos que a partir do próximo ano criaremos esses institutos”, precisou Brito dos Santos.

De acordo com a Lei do Ensino Superior, a qual, provavelmente, será aprovada pela Assembleia da República nos próximos dois meses depois de revista, estas unidades orgânicas passarão a designar-se por institutos.

O Conselho Universitário da UniRovuma (COUR) já aprovou a transformação das actuais Extensões em institutos, faltando sua submissão ao governo moçambicano para a sua homologação. 

Entretanto, o reitor da Universidade Rovuma anunciou que num futuro breve, a UniRovuma vai introduzir um curso de Ciências da Religião, e Brito dos Santos deixou claro que “a nossa intenção não é formar pastores, padres, xeiques ou líderes religiosos, mas ensinar a religião de forma científica”.

O Prof. Brito dos Santos traçou no mesmo encontro o actual quadro académico da instituição, indicando que a UniRovuma está a formar muitos docentes seus com o nível até de doutoramento, tendo os números actuais ultrapassado uma centena de professores com este nível e outros em formação, quer dentro como fora do País.


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